Blog do Jaldo

sexta-feira, 22 de maio de 2009

A migração, parte 2: Os pioneiros que me perdoem, mas facilidade é essencial!

Pois é, mesmo depois de ter desistido do Kurumin, ainda sentia aquela vontade de me livrar do Lado Negro, e por várias vezes tentei opções, muitas vezes incentivado por blogueiros, clubes e fóruns sobre Linux. Só que, no final, sempre esbarrava naquela mesmice: "você tem que abrir o terminal, digitar sudo dpkg -a-e-d-s-s, dar três pulinhos, rezar dois pais-nossos e três aves-maria e torcer para funcionar. Se não funcionar, é simples, basta digitar sudo vi /etc/sbrevers/casa/daqui/configuradificil.cfg, achar a terceira linha do meio do arquivo para baixo, e então digitar control+e e control+i..." gente, acorda! Isso não é mais assim, desse jeito não funciona, não atrai novos adeptos! Isso sem contar com a má vontade inerente dos experientes em Linux, que insistem em dizer que "ah, se não sabe digitar comandos, então volte para o Windows"... duvidam que isso ocorre? Pesquisem nos fóruns!

Mas, ainda bem que sou teimoso, e não desisto tão facilmente. Um dia surgiu no mundo Open uma distribuição que prometia fazer o que o Kurumin não conseguiu: tornar o Linux tão fácil que qualquer um seria capaz de utilizá-lo. Resolvi tentar, e confesso que o começo foi desapontador. Na verdade, nada a ver com o sistema em sí, mas com o nome da distribuição: Ubuntu é um nome pouco sugestivo na língua portuguesa, não quer dizer nada para nós e nos remete a palavras semelhantes de pouca notabilidade, como urubu, por exemplo. Mesmo assim, coloquei lá no leitor o CD Live, versão 7.04, e voilá! O danadinho realmente funcionava! Quase todo o hardware que eu conectava era reconhecido, e rodou rápido, bem rápido. Pois é, aquele sistema de nome estranho, cores tendendo ao marrom e com quase nada na tela funcionava muito bem para um Linux!

Apesar disso, minha conversão ainda demoraria alguns meses, pois, apesar de perfeito, alguns fabricantes de hardware ainda não tinham (e ainda não têm) capacidade de renovar seus pensamentos e pelo menos se dignarem a abrir o código para que a comunidade pudesse criar o driver. Há 2 anos atrás isso era um problema, que hoje já é mínimo: quem não quiser abrir o código nem criar um driver proprietário, está fora do mercado, e a procura por dispositivos compatíveis já aumentou, caindo as vendas dos fabricantes que só ficam na janela fofocando ;-).

Mas nem tudo foram flores em minhas tentativas de substituir a janela da dominação. Antes de achar a canonical, fui na lábia dos "entendidos" em Linux, que jogam todo tipo de tranqueira e dizem que aquilo é o que há de melhor em Linux: Mandriva, Conectiva Red Hat, Suse, Slackware, Debian... e sabem o que descobri? Que mesmo entre gente experiente há loucos desvairados, que devem achar que quem trabalha na NASA é nazista! Caramba, muitos precisam de um atrativo para largar das drogas, e ninguém quer trabalhar como um cavalo para isso, e esses "especialistas" ainda não entenderam que para a grande maioria é mais importante a facilidade e não passar 2 meses tentando instalar um sistema operacional. A gigante de Redmond já aprendeu isso há muito tempo atrás. Não é feio tomar um exemplo de sucesso, feio é ficar batendo cabeça e sequer conseguir entender por quê raios o seu avô de 65 anos não consegue configurar o XFCE do Mandriva que você acabou de instalar para ele no Pentium III 700 que ele tem desde mil novecentos e metrô a vapor... afinal é só digitar os comandos "tão facinhos" no terminal de texto!

Para que essas dificuldades não ocorram mais, a equipe de colaboradores da Canonical está dando um show. Os pioneiros que me perdoem, mas facilidade é essencial! Pouco importa se o Red Hat trabalha melhor em servidores ou se o Mandriva gerencia melhor uma rede, o que realmente importa para 99% dos usuários é facilidade. Não é a diferença na posição dos programas no Windows que faz o usuário fugir no Linux, é sua facilidade. O Macintosh utiliza um sistema operacional com uma interface gráfica completamente diferente do Windows, mas é fácil de usar, e usuários de Windows se adaptam facilmente. Ninguém se importa como funciona a geladeira, o que importa é se a cerveja sairá gelada, entende? E nisso o Ubuntu é campeão entre as distribuições. Até para instalá-lo é fácil, mais fácil até que nas janelas! E tudo com código aberto, sem culpa de ser pirata.

O Ubuntu não é perfeito, nem o Windows ou o OS-X é, mas se você quer instalar um sistema para editar documentos de texto, planilhas de cálculo, conectar à Internet para ler e-mails e navegar no Orkut, o Ubuntu está pronto. Em meia hora, do zero ao funcionamento total!

Para outros usos, alguns ajustes ainda são necessários. Eu, como todo bom xereta, não fico só no Orkut, e precisei aprender alguns truques para customizar meu sistema. Nada realmente complicado, talvez demande de um pouco de bom-senso e vontade de fazer, mas não trabalhoso. E eu posso até aproveitar as 3 horas que passo dentro de meu carro para "viajar" nas minhas idéias, que passo para meu notebook com Ubuntu 8.10 assim que largo do volante.

O que eu for descobrindo, vou colocando aqui para vocês, e facilitar para quem quer aprender mais do que o trivial!

Até log! ;-)

A migração, parte 1: o Lado Negro da Força

Quando resolvi abandonar definitivamente as drogas e passar a usar softwares que realmente trabalhem para mim (e não para alguma megalocorporação com planos de dominação absoluta), procurei as opções disponíveis na época, não tão distante. Só que a sopa de letras e nomes estranhos confundem qualquer um que não esteja familiarizado e, em um primeiro momento, pode até causar a desistência de algum desavisado. E dá-lhe Kurumin, Suse, OpenOffice, StarOffice, BSD e um monte de outros nomes até então desconhecidos. Como funciona cada um? Para quê servem? O quê eles têm a ver com DOS, Windows e Unix? O conceito não era novo, estava relativamente fixado pelos pioneiros Netscape, Firefox e Thunderbird, mas onde SISTEMAS OPERACIONAIS free se encaixavam?

Bem, sempre tem que haver um começo, né? E a promessa de maior facilidade para sistema operacional na época era o Kurumin, do Carlos Morimoto. Pois bem, fui lá então, baixar a imagem do CD e rodar no micro. No começo, tudo parece muito fácil: inicializar pelo CD sem precisar instalar, quase tudo funcionou logo de início (hoje sei que foi pura sorte minha CPU ser padrão no Brasil) e com poucos cliques até a navegação na Internet funcionou. Mas como tudo tem um "mas", as coisas começaram a ficar confusas quando percebi que o resultado, o final do processo, que são os arquivos gerados (documentos, textos com adendos, etc) e dispositivos específicos (câmeras fotográficas, agendas eletrônicas, etc) não funcionavam "por algum motivo desconhecido". Ora, o quão tonto fui, ao pensar que iria enganar assim tão facilmente o Tio Bill! Ele dominava o mundo, e todos se curvavam a ele! Ninguém projetava nenhum software nem construíam dispositivos de informática sem a bênção do Tio Bill! E, por força maior, voltei à escravidão.

Eu estava envolvido, involuntariamente, no Lado Negro da Força, sem nenhuma esperança de salvação!

...continua...

Mobilidade Linux - Caminhando por aí com o Linux a tira-colo!

Olá pessoal, bem-vindos!

Como um relativo novo usuário do GNU/Linux e já experiente usuário de celulares Nokia/Symbian, colocarei aqui minhas experiências de integração entre estes sistemas, além de outros assuntos, relacionados ou não, com a utilização deles com o conceito de mobilidade.

Eu sou o que se pode chamar de technomaníaco: ando com um celular N95 recheado de recursos que, para mim, não são só enfeites, uso a maioria deles; um notebook Toshiba Satellite de 2006 pronto para uso constantemente dentro de uma mochila, que anda direto dentro do porta-malas de meu carro; uma câmera fotográfica Canon S5; vivo cercado de conexões, fios, redes bluetooth e wi-fi, tanto no jaldo-móvel (um Citroën C4 Pallas 2008, provavelmente o mais "fuçado" que existe no Brasil). Quando estou longe de milha família, que amo e são insubstituíveis, e de meus amigos, sempre prontos a ajudar, estas máquinas são minhas companheiras silenciosas que toleram minhas manias e delírios de Rodovia Fernão Dias todos os dias.

Pretendo ajudar a quem quer aprender mais sobre tecnologia, Ubuntu, Symbian e carros. Já tenho 2 ou 3 pequenas matérias, e posto assim que organizá-las.

Até log! ;-)